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As células-tronco no Brasil


Baseadas nesses acontecimentos, instituições de diversos países
têm se dedicado ao recolhimento e armazenamento de cordões umbilicais
para serem usados no tratamento de doenças. No Brasil, o único
banco público que recolhe esse material é o Inca, no Rio de Janeiro,
e existem projetos do Ministério da Saúde que prevêem financiamento
desse tipo de trabalho gratuitamente para a população carente.
Enquanto os planos do governo não saem do papel, instituições
privadas de congelamento de sangue do cordão umbilical dão um
passo à frente nas experiências com a obtenção de
células-tronco. Nelson Tatsui, hemoterapeuta e diretor do primeiro banco
de sangue privado do Brasil, a Criogênesis, explica como funciona o procedimento
de coleta dessas células: “A obtenção do sangue do
cordão umbilical é realizada durante o nascimento do bebê
por uma equipe que se desloca até o hospital, e todo material utilizado
na retirada do sangue é fornecido pela empresa. Após a coleta,
o conteúdo é encaminhado para um laboratório, onde, após
passar por diversos exames que avaliam a qualidade do material biológico,
ele é submetido a um congelamento controlado por softwares sofisticados”,
explica o especialista.



Segundo Tatsui, com o sangue do cordão umbilical congelado, as células-tronco
ficam disponíveis para necessidades futuras, como no caso do surgimento
de doenças, durante pelo menos 15 anos após a coleta. Além
dessa vantagem, não há risco de rejeição quando
essas células forem implantadas no paciente, uma vez que elas foram retiradas
dele mesmo.


04 Nov 2008
Admin · 21 vistos · Deixe um comentário
Christopher Reeve apoiou pesquisa com célula-tronco
O ator Christopher Reeve, que morreu nove anos depois de ficar tetraplégico em um acidente quando andava a cavalo, trabalhou incansavelmente para promover avanços na medicina, especialmente na polêmica área de pesquisa com células-tronco, que virou tema de discussões.

O próprio Reeve tornou-se parte da questão em 2004, ao ser citado no debate entre o presidente George W. Bush e seu adversário democrata, John Kerry.

O senador de Massachusetts, que critica Bush por limitar a pesquisa com célula-tronco, chamou Reeve de "amigo" e disse aos espectadores do debate de St. Louis: "Eu quero que ele ande novamente."

Bush opõe-se ao uso de embriões humanos como fonte de células-tronco. Ele e Kerry participarão de um terceiro e último debate na quarta-feira, no qual serão discutidos tópicos domésticos.

A morte de Reeve foi a segunda deste ano que levou à discussão sobre a questão das células-tronco para o centro do debate político. Quando o ex-presidente Ronald Reagan morreu, seu filho Ron Reagan defendeu a suspensão de restrições federais para o uso de embriões humanos como fonte de células-tronco. Nancy Reagan, a viúva, também quebrou um longo silêncio sobre o assunto.

Os Reagan acreditam que a pesquisa com células-tronco poderia ter ajudado a encontrar a cura para o mal de Alzheimer do ex-presidente.

"É realmente remarcável que uma história sobre um avanço na pesquisa médica tenha ficado no centro da política presidencial e do Congresso neste ano", disse Dan Perry, chefe da Alliance for Aging Research (Aliança para Pesquisa sobre Envelhecimento) e da Coalition for the Advancement of Medical Research (Coalizão para o Avanço da Pesquisa Médica).

"Não posso pensar em nenhuma outra questão tão polêmica que tenha saído do laboratório."

Reeve morreu em 2004, quando se tratava de uma infecção. Ele estava tetraplégico desde 1995.

Ele usava uma cadeira de rodas e um ventilador portátil ao visitar os corredores do Congresso dos EUA e fazia lobby pela pesquisa que tinha certeza de que iria abrir o caminho para tratar de problemas como os seus, regenerando células nervosas usando as células-tronco.

"Ele falava em comícios, vinha ao Capitólio, aparecia na televisão,ele era mesmo o Sr. Esperança. Aqui estava esse homem jovem e vibrante, paralisado de um modo muito profundo, que continuava a dizer: 'Eu andarei de novo"', afirmou Perry.

Reeve apoiava o uso da tecnologia da clonagem para criar células-tronco e o uso de embriões congelados que seriam descartados por clínicas de fertilização.

04 Nov 2008
Admin · 12 vistos · Deixe um comentário
Projeto Genoma Humano
O Projeto Genoma Humano é um consórcio internacional, composto pelos EEUU, Europa e Japão, que tem por objetivo mapear todos os genes da espécie humana até o ano de 2025. Em 1990, o Projeto Genoma Humano tinha o envolvimento de mais de 5000 cientistas, de 250 diferentes laboratórios, que contavam com um orçamento, que segundo diferentes fontes, varia de US$ 3 bilhões a US$ 53 bilhões.

Os seus objetivos na área da saúde são:
- a melhoria e simplificação dos métodos de diagnóstico de doenças genéticas;

- a otimização das terapêuticas de doenças genéticas;
- a prevenção de doenças multifatoriais.

Cientistas de vários países começaram a desenvolver, em 1989, o Projeto Genoma Humano, patrocinado pelo Instituto Nacional de Saúde e pelo Departamento de Energia americanos. O objetivo do projeto era identificar, até o ano 2005, cada um dos aproximadamente cem mil genes e três bilhões de pares de nucleotídeos que compõem uma molécula de ADN. O Prêmio Nobel de fisiologia e medicina James D. Watson, descobridor da estrutura em hélice dupla do ADN, assumiu inicialmente a direção do projeto.

Os responsáveis pelo projeto acreditavam que a descoberta da posição de cada gene, além de sua composição e função no organismo, seria a chave para o diagnóstico e a cura de muitas doenças, como câncer, obesidade, diabetes, doenças auto-imunes e hipertensão. Os críticos do projeto, no entanto, alertavam para o perigo do uso indevido das informações genéticas. Candidatos a emprego, por exemplo, poderiam ser recusados com base em testes capazes de revelar predisposição genética para certas doenças, como o alcoolismo.


06 Nov 2008
Admin · 14 vistos · Deixe um comentário
Conhecimento de nós mesmos
Quando nasce um ser humano, muitas prospecções podem ser feitas quanto ao seu futuro. O futuro será determinado, naturalmente, pela maneira como ele vai gerir suas próprias ações, mas será grandemente influenciado pelo ambiente ao redor. Sabe-se hoje, também, que muito do seu "destino" já está predisposto antes mesmo de seu nascimento. O genoma da criança traz codificadas no DNA dos seus 46 cromossomos as instruções que irão afetar, não apenas sua estrutura, seu tamanho, sua cor e outros atributos físicos, como também sua inteligência, sua suscetibilidade a doenças, seu tempo de vida e até aspectos de seu comportamento.

A grande meta do Projeto Genoma Humano é ler e entender estas instruções. Em outras palavras, é nada menos que a busca do completo entendimento da base genética do Homo sapiens, incluindo a base genética das doenças. De posse desse conhecimento, o objetivo seguinte é aplicar tecnologia para alterar, quando preciso, algumas das instruções, visando aperfeiçoar o ser humano e livrá-lo de doenças e outros fatores limitante.
06 Nov 2008
Admin · 12 vistos · Deixe um comentário
Como funciona o Código Genético
Desvendar o seqüenciamento das bases dentro do DNA, para cada organismo, é desvendar o seu código genético, o "segredo" de sua formação e de seu funcionamento, pois o DNA é o "manual de instruções" usado pela célula.

06 Nov 2008
Admin · 10 vistos · Deixe um comentário

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